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Arquivos de tags: deleuze

Deleuze – O que é um dispositivo?

Um dispositivo implica linhas de forças. Pareceria que estas foram situadas nas linhas precedentes de um ponto singular a outro; de alguma maneira, elas “retificam” as curvas anteriores, traçam tangentes, envolvem os trajetos de uma linha com outra linha, operam idas e vindas entre o ver e o dizer e inversamente, agindo como setas que não cessam de penetrar as coisas e as palavras, que não cessam de conduzir à batalha. A linha de forças produz-se “em toda a relação de um ponto a outro” e passa por todos os lugares de um dispositivo. Invisível e indizível, esta linha está estreitamente mesclada com outras e é, entretanto, indistinguível destas. É a linha que corresponde a Foucault e e cuja trajetória ele volta a encontrar também em Roussel, em Brisset, nos pintores Magritte ou Rebeyrolle. Trata-se da “dimensão do poder”, e o poder é a terceira dimensão do espaço interno do dispositivo, espaço variável com os dispositivos. Esta dimensão se compõe, como o poder, com o saber.

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Fuganti – Agenciamento

O conceito de agenciamento opera um duplo ultrapassamento em relação ao modo de pensar da tradição inaugurada pelo humanismo moderno: por um lado, destitui a ideia dominante de uma natureza humana a priori – cuja forma legitimaria o senso comum do sujeito do conhecimento, a partir da constituição de um modo superior de desejar, neutro e desinteressado; por outro, desqualifica a verdade dos valores universais extraídos ou descobertos a partir de um plano de objetos ideais em si, constitutivo do bom senso – plano pretensamente superior ao plano de natureza e das forças de produção das formações sociais (ainda banhado de paixões humanas interessadas e parciais por natureza), enfim, como fundamento que torna possível o conhecimento verdadeiro, imparcial e universal.

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Corpo, Linguagem e Máquina de Guerra

Provocar a descoberta das potências que operam no coração de nosso desejo, atravessando corpo e mente, e que tanto podem nos escravizar, ameaçar e destruir, como nos levar a produzir a dimensão autônoma, singular, diferencial e afirmativa de nós mesmos, tornando-nos capazes de tomar a vida nas mãos e criar o próprio destino. (...)

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Devires da Vida Forte: por Uma Política dos Afetos Ativos

O que são devires ? Devires ativos das forças de humanidades e as formas do homem que arrastam suas forças para um devir reativo. O que são rizomas? Somos todos rizomas (mesmo quando nossos modos de viver, sentir e pensar formam raízes fixas e sistemas sedentários); multiplicidades intensivas, relações nômades e singularizações além da norma. O que é cartografia? Cartografar: ato de traçar mapas de intensidade e criar linhas fronteiriças de passagem que efetuam e transmutam o desejo. Mapas do desejo e cartografias do pensamento como memórias do porvir. (...)

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Fuganti – Corpo em Devir (palestra transcrita)

Então eu dizia que nós vivemos geralmente de modo separado do que podemos, nós não sabemos muito bem mais o que é vivermos colados à capacidade de existir na sua abertura máxima ou, no mínimo, na sua abertura que faz a nossa potência crescer. Esse horizonte é cada vez mais ofuscado. Eu diria mais: que há uma instituição humana que investe cada vez mais na separação da vida do que ela pode; e falsifica o que é viver, assim como falsifica o que é pensar. E não se sabe mais da vida a não ser fora do imediato, a não ser fora do acontecimento, não se sabe mais da vida ativa, afirmativa, intensiva.

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Mil Platôs e Esquizoanálise: Micropolítica e o Uso dos Afetos

Assim como os modos de usar a linguagem podem capturar, assujeitar e controlar o pensamento dos homens ao inseri-los em regimes discursivos, e produzir cadeias coletivas de expressão incorporais ou semióticas e os modos de usar a sensibilidade podem capturar, submeter e organizar as forças do corpo no seu acoplamento com um regime dominante de luz e sombra de uma rede microfísica de modulação de movimentos constitutiva do corpo da sociedade; assim também os modos de usar os afetos, isto é, os usos que se faz daquilo que acontece ao desejo nos encontros que experimenta e que o preenchem (...)

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A Evolução Criadora

Cruzaremos conceitos de Bergson com os de Spinoza, Nietzsche, Deleuze e Foucault na questão do saber racional ou do pensamento simbólico como função da ação e/ou função de poder nas sociedades contemporâneas, disciplinares e de controle versus o pensamento intuitivo criador de valor (...)

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Nietzsche e o Eterno Retorno

O Eterno Retorno como experiência vivida, como criação de si e como proposição seletiva para uma ética da potência. A experiência simultânea da morte de deus e da perda da identidade em contraste com a afirmação das identidades infinitas - eterno retorno do mesmo versus eterno retorno do diferente. A produção de uma nova coesão para o corpo a partir da abertura dupla para o caos que vem de dentro ou que chega de fora - criação de um novo corpo e de um novo pensamento para as forças inauditas do homem (...)

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