
Em suas práticas, a escola produz movimentos e eventos que dinamizam, promovem e provocam um modo de viver e de pensar nômade, autônomo, ligado unicamente às potências imanentes à própria natureza que tudo sustenta e constitui. Por isso também, em seus movimentos e eventos, promove práticas de pensamento que não demandem nenhum referencial formal a priori, seja o de um ideal transcendente à natureza ou o de uma consciência transcendental.
O diferencial de suas atividades e de sua prática constitutiva de rede, é propiciar e construir uma atmosfera de pesquisa e experimentação não encontrada nos outros meios institucionais de pesquisa. Nossos pressupostos e condições de participação não partem de limites de formação ou instrução, nem de investimento em especialização, mas do mais íntimo desejo em transmutar os modos de viver do homem, liberando e elevando ao máximo as potências de diferenciar e criar realidade latentes nas forças constitutivas do homem.
Imanente à natureza, o ato de pensar nômade é inseparável de uma ética afirmativa da diferença enquanto potência autônoma de singularizar, cujo efeito imediato é a promoção de um corpo intensivo plural, percorrido pelos devires ativos do desejo. Pensamento-práxis, gera territorialidades e conquista forças vitais inventoras de novos modos de afetar e ser afetado para o homem. Libera a vida de todas as instâncias de julgamento, ao acolher as multiplicidades dos movimentos que a colocam em devir criador de si.
A Escola Nômade de Filosofia é um movimento de pensamento livre, desvinculado de modelos racionais, morais ou religiosos. Pratica o pensamento como potência de criar modos de existir, sem pressupor princípio formal fundador.
