Home Cinema Nômade Hitchcock, Alfred • Os Pássaros 04/05/2007

Hitchcock, Alfred • Os Pássaros 04/05/2007

Projeção no Pacaembu, São Paulo - SP

The Birds
114 minutos
1963 

the-birds

Os Pássaros de Hitchcock narra a desconstrução dos modos “humanos” de viver, a partir da animalidade intensa dos devires que nos povoam. As alianças disruptivas do desejo, a fuga audaciosa dos aparelhos de captura, a natureza anti-natural dos afetos animais e as forças vertiginosas do fora criam uma tecitura de relações casuais e necessárias às “núpcias de um outramento”. A domesticação dos relacionamentos e a conjugalidade familiarista é progressivamente abalada a cada novo ataque dos pássaros. Ao mesmo tempo, emergem as condições reais para os encontros que efetuam, em meio à selvageria caótica, as possibilidades de um grande amor. (Alessandro G. Campolina)

 



Curiosidades
- O diretor Alfred Hitchcock tentou convencer o roteirista Joseph Stefano, com quem trabalhara em Psicose, a escrever o roteiro de Os Pássaros, mas ele não se interessou pela história.
- A atriz Tippi Hendren chegou a sofrer um corte no rosto por um dos pássaros, durante as filmagens de uma cena do filme.
- Os Pássaros não possui trilha sonora. Por causa disto, o compositor Bernard Herrman, colaborador de Hitchcock em grande parte de seus filmes, aparece nos créditos apenas como "consultor de som".
- O pôster original de Os Pássaros causou uma grande controvérsia na Inglaterra, por causa do slogan "The Birds is coming", que gerou protestos por parte dos professores britânicos.
- No final de Os Pássaros não aparece o tradicional "The End", por opção do próprio Alfred Hitchcock. A intenção do diretor era passar ao público a impressão de que havia um terror sem fim no filme.

 

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Desde março de 1986 promovemos movimentos culturais por meio de eventos, palestras, oficinas e cursos. Nossas práticas são frutos do investimento em modos ativos de existir. Trabalhamos o devir e a criação através de uma filosofia inseparável dos princípios autônomos da própria natureza. Desse investimento criativo resulta, como efeito necessário, toda uma crítica dos modos sedentários de viver, sentir, agir e pensar, cuja prática opera uma desconstrução da forma que tomou o pensamento, tanto no Ocidente quanto no Oriente.