domingo , 23 setembro 2018
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Equipe Escola Nômade

Aula 15 – O nascimento do juízo

Hoje vamos falar um pouquinho do nascimento do juízo; é um tema supercomplexo, superdifícil, é tudo o que sintetiza a nossa inimizade. Toda a nossa indisposição, a nossa violência, a nossa crueldade, a nossa agressividade vai contra essa instância chamada juízo e é isso que vamos tentar esboçar hoje aqui de alguma maneira: como é que o juízo emerge nos moldes como o conhecemos. Porque os gregos não eram suficientemente niilistas, suficientemente negativos para terem instaurado a instância do juízo como um plano privilegiado de estabelecimento da verdade; os gregos eram suficientemente afirmativos para não deixarem essa planta venenosa nascer na sociedade deles. Por mais que você tenha o idealismo platônico, um niilismo muito forte ainda em Sócrates, em Platão, em Aristóteles, os gregos não têm um São Paulo. São Paulo é privilégio do ocidente cristão, é o inventor do cristianismo e um dos que gerou as condições mais elementares para que o juízo tivesse o sucesso que tem até hoje. São Paulo é, digamos, o grande intérprete, o grande formador do conceito cristão daquilo que o Nietzsche chama de má consciência. São Paulo é que interpreta a cruz - ou a morte de Jesus na cruz, O Crucificado - como um acontecimento que diz respeito ao mais íntimo da nossa existência a ponto de, através desse acontecimento, introduzir em nós a dívida infinita.

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Aula 16 – O juízo enquanto instância privilegiada de negação

Nietzsche diz: “a pedra de toque de todo heraclitiano é a hybris; aquele que entendeu a hybris, entendeu o seu mestre” – diz Nietzsche, em relação a Heráclito. E o que é a hybris? A hybris é a desmesura, é a forma extrema de tudo que é. É o que o próprio Nietzsche chama de super-homem. O super-homem não é uma entidade - não é que eu, enquanto homem, me tornei um super-homem. Não é nada disso. O super-homem – na realidade até é meio equívoca essa palavra – é o tipo superior de tudo que é. E o que é o tipo superior de tudo que é? É exatamente aquilo que afirma tudo plenamente; afirmou plenamente aquilo, você está na forma superior daquilo. Essa forma superior necessariamente te devolve o retorno, que se autocoloca, que se autopõe – é uma autopoiesis, é uma autonomia real. De fato você tem autonomia assim. Sem sujeito, sem identidade, sem ego.

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Cinema Nômade – 1º semestre 2016

Cinema como Fábrica de Visões Neste primeiro semestre de 2016 foram realizadas sessões do cinema nômade em São Paulo, em bibliotecas públicas. Cinema Nômade é uma proposta de exibição descontínua de filmes intercalados com análise e conversação, analisados sob o ponto de vista técnico e estético, além de serem analisados …

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